Pegue um cafezinho e fique à vontade

"Você acaba de entrar no meu blog, então, pegue uma xícara de café e fique à vontade pra rir das minhas loucuras e até dar palpite sobre elas. Afinal, não sou a dona da razão completa, apenas dona da minha razão absoluta. E tudo o que vier, será pra me ajudar"
"Há dois anos quando comecei o blog, a intenção era de criar um blog de emagrecimento. Com o tempo, descobri que melhor que emagrecer é poder desabafar. Então, continuando como diário e funcionando como psicanalista. A melhor maneira de viver bem é compartilhar seus medos, seus anseios, sua vida. Prefiro postar para desconhecidos e amigos, do que para conhecidos que se dizem amigos e que agem como inimigos";

domingo, 14 de novembro de 2010

Como andas?


Bom, por onde começo?
Sei lá.
Esse post nem tem realmente um sentido. Estou aqui mais para conversar.
Vou colocar por tópicos, se eu esquecer de algo, depois eu pósto.

Emprego:

Emprego? Na realidade, nem sei se essa é uma boa definição. Acho que combina muito mais trabalho do que emprego.
Eu trabalho pq não posso ficar em casa. Não estou a fim de ouvir as indiretas do meu pai e me sentir uma fracassada. Na realidade, tudo que fiz até aqui (com relação aos estudos) foi muito mais para realização pessoal do que por profissão ou grana.
Formada em duas profissões, duas pós-graduações e recebendo um salário de estagiária.
Se isso me frustra? Às vezes, quando as pessoas me questionam o que faço naquela empresa, se eu poderia fazer outra coisa, ganhar mais.
Nem todo mundo compreende meus ideais, nem todo mundo precisa saber dos meus altos e baixos, nem todo mundo faria o que eu faço.
Eu era orgulhosa, confesso que as vezes sou... mas muita coisa mudou. Se eu fosse realmente orgulhosa, não trabalharia onde estou. Embora seja na área, mas não me sinto nada valorizada.
Outra pessoa no meu lugar exigiria um trabalho melhor, numa empresa melhor, um cargo melhor, com um salário melhor.
Me sinto desmotivada quando vejo a indiferença da diretora com sua equipe, nem sei se é indiferença, mas trabalhar com recursos humanos é algo complexo, seres humanos esperam reconhecimentos, esperam algo que os motive, esperam ser indispensáveis. Na realidade organizacional isso é muito diferente. Atualmente tudo é baseado em meta. Por vezes, me sinto uma vendedora, isso sim me frustra. É a vida, preciso trabalhar. Se eu fosse orgulhosa não aceitaria.
Fico desanimada quando vejo pessoas que falam extremamente errado, negociando com gerentes, com executivos... meus ouvidos doem. Eu penso: “Meu Deus como a empresa deixa?”. Logo caio na real e percebo que eu não sou a empresa, nem dona dela, eu represento e tento fazer da melhor forma. Eu trabalho com a qualidade e não com a quantidade, mas a organização pensa diferente. Eu trabalho para ajudar o próximo e não para utiliza-lo como ferramenta de trabalho (de lucro), a empresa pensa diferente.
Vou de encontro a tudo o que estudei e a toda minha essência, isso me frustra. Quando o correto seria ir ao encontro de tudo.
Balanço a cabeça, chacoalhando mesmo para voltar a real e parar de sonhar. Business girl!!! Business!
Por tudo isso, me frustro, mas nesses 06 meses tento aprender com tudo. Não adianta remar contra a maré, mas posso usar a meu favor. E assim faço. Aprendo a lidar com os outros e principalmente comigo mesmo.
Não sei por quanto tempo estarei lá, mas mesmo desanimada por esses detalhes, cumpro meu horário, chego antes, saio depois, sou correta. 98% dos demais não estão nem aí. Não me importo com eles, só não sou displicente.
Lá na empresa, tudo acontece. Tem dia que adoro uma pessoa, no outro nem quero chegar perto. Tento ser política, mas deixo isso pro Tiririca.
O meu ex-superior resolveu me enxergar. (risos)

Romance:

Minha vida romântica não existe. Embora perceba que algumas pessoas se interessem, eu não sinto nem vontade de sair com elas pra tomar um suco. Não tenho ninguém no meu coração. Às vezes me entristece, pois a vida fica sem emoção. Eu sei que uma hora acontece.

O Lar:
Minha casa está melhor, mas não do jeito que eu gostaria, infelizmente. Eu saio cedo, chego tarde, me alimento, tomo banho e durmo. Não tenho muito assunto com minha mãe, e com meu pai é só o básico mesmo. Eu os amo, mas não tenho afinidades, apenas respeito e amor de filha. É muito cada um por si, muita reclamação, muitas críticas.

A balança:
Ah!! Nessa eu sempre tenho o que falar e muiiiiito.
Bom, já postei aqui que engordei né? Há um ano atrás estava no manequim 40, larguinho... owww maravilha. Hoje estou no 44 novamente. Eu só tenho uma explicação para tudo. Minha insônia, meu estresse! Durmo apenas 4 horas por noite, sou um zumbi. Ano passado quando emagreci horrores, do 46 pro 40, onde todos falavam que eu estava com anorexia, que estava doente. Eu não fiz nada para emagrecer, apenas dormia feito bebê. Hoje, nada mais faz efeito: remédios, fechar a boca... até caí na bobagem de tomar herbalife, sem sucesso. Tomo passiflora, mas não adianta muito. Se eu for ao médico, ele vai falar que é estresse, e pode pedir meu afastamento do trabalho. E na boa... nem posso. O que eu faço???? Socorro...

Ah gente, é isso, amanhã volto aqui pra encher mais um pouco, vou focar na dieta (que é o motivo do blog) e na vida amorosa.

Ando desanimadinha, sem amigos, sem sonhos, sem vontades...

Beijo
Brid/Vitória

sábado, 2 de outubro de 2010

De tudo um pouco




Gente, faz tempo que não apareço por aqui, mas hoje resolvi dar uma passadinha.
Algumas coisas aconteceram.
Não sei se são relevantes para postar.
Vou dar uma resumida.
O emprego estava ruim. Depois ele piorou.
O gatão da empresa, que todas as meninas querem, disse para uma colega que me acha interessante. Será que isso é bom??? Sei lá.
Minha chefa continua a pessoa mais chata profissionalmente que conheci. Nenhum espírito de equipe e nenhuma ação para motivar. Muito pelo contrário, nem ‘bom dia’ a pessoa diz.
Entraram algumas meninas novas... humpf. A situação ficou péssima. Eu detesto gente fresca e fútil. Fodeu, pq a maioria é.
Tento pensar que não estou ali para arrumar amigos e sim para trabalhar, mas seria muito bom, ter um clima melhor.
Eu não entendia o motivo pelo qual não me sentia à vontade na presença do coordenador, foi então, que me toquei que olhava com olhos de mulher para ele.
Depois de um tempo, que não foi muito, mudei completamente a minha opinião. Um cara mais novo, orgulhoso, chato e cheio de querer ter razão para tudo. Depois de um tempo de convivência não só mudei de opinião, como passei a acha-lo feio.
Passei no tempo de experiência, mas continuo desmotivada com uma série de coisas. Depois do quarto mês, recebi a proposta para auxiliar um outro setor, porém sem aumento na remuneração. É mole?
Aceitei, mas avalio outras propostas do mercado.
Em casa nem sei o que dizer, acordo cedo, chego tarde. Só volto pra tomar banho, jantar e dormir.
O cansaço é intenso que não tenho ânimo pra sair nos finais de semana. Tem sábado que passo metade do dia na cama.
No lado espiritual, continuo estudando o espiritismo, não com tanta vontade como antes, mas ainda continuo. Às vezes falto nas aulas. Ando meio desanimada.
No setor romântico... ah, nem sei, um ex que voltou depois de tempo só quer sexo, e eu to de saco cheio disso. Eu quero namorar cacete. Deixei-o pra lá.
O que tenho estranhado é o fato de um amigo que a 2 anos atrás gostava de mim, depois começou a namorar, me esqueceu. Agora que terminou, começou a arrastar asa pro meu lado. Vai caçar sapo no brejo... pelamordedeus!
Enfim, e pra me ajudar, engordei uns 7 quilos que não consigo eliminar com remédio, com dieta... afff.. creio que o próximo post será um rio de lamentações a respeito do peso.
Minha vida pode estar de ponta cabeça, se eu estiver magra... resolvo tudo. Se tiver gorda, quero me esconder... oh vidinha.
Vou terminar por aqui, estou mega cansada... e amanha acordo cedo (novamente), mas é por uma boa ‘causa’... é eleição!
Beijos, não me abandonem.

domingo, 1 de agosto de 2010

Tudo para o espaço


Como posso começar esse post?
Preciso de algo amarrado, com início, meio e fim...
Mas, eu nem sei como tudo começou... e nem quando terá fim.
Será que existe fim?
Acho que as coisas complicadas não têm fim.
Eu ando muito desmotivada.
Estou a pouco tempo no emprego, com a oportunidade de não ouvir mais os insultos do meu pai.
Na verdade, eu até entendo a postura dele.
Afinal, ele se matou de trabalhar para dar uma vida razoável para os filhos e eu não progredi como ele queria.
Não tenho carro, não tenho apartamento, não tenho nada...
Vivo de um salário ridículo, num emprego que eu não gosto, só para dizer que trabalho.
Cheguei no limite que a hipocrisia humana me enoja. Eu ando no automático e nada mais me alegra.
Deixei de ter aquela vontade de viver.
Apesar de nada me alegrar ou me motivar... nada também me assusta mais, estou anestesiada.
Acho que deveria ter uma faxina no mundo, os valores andam invertidos demais.

O meu trabalho não é nada de outro mundo, mas é uma rotina desmotivadora. Estou a pouco tempo, mas não vi nada de positivo.
O que eu não queria na vida, fui obrigada a aprender a lidar. Trabalhar com metas é horrível. Eu não tenho perfil pra isso. Não sei passar a perna nas pessoas, não sei pisar pra subir...
Minha filosofia de vida é diferente disso... meus ideais não são focados no material, mas na satisfação pessoal.

Eu sei que não posso reclamar, que tenho que agradecer a oportunidade de estar viva. E eu agradeço sim, sei que todos os problemas fazem parte do meu aprendizado para evoluir como pessoa.
Tento tirar o lado bom, mas acho que ando apática.

Tenho receio de cair na depressão, mas ando sem vontade de me arrumar pra ir trabalhar. Engordei um pouco e isso me deixa mais chateada.
Eu me alimento mal e ainda engordo? Como pode?
Um pão francês sem miolo e uma xícara de café com leite é o meu café da manhã as 6 horas.
Almoço as 12 horas, salada e proteína (carne)
Janto as 20 horas, arroz, feijão, carne e legumes.

Sei que o fato de jantar e logo depois cair na cama é péssimo! No almoço tenho tomado refri = péssimo! E na janta, eu como até me sentir estufada... horrível.
Vou mudar isso e pelo menos uma área da minha vida tem que ficar tranqüila... o meu relacionamento com a comida.
Não sei por onde começar a mudar, mas vou tentar ficar bem comigo mesma, meio que impossível, mas vou tentar emagrecer nem que for a custa de remédio, mas fazer o que?
Não tenho como fazer dieta e nem exercício, se eu fizer dieta morro, afinal como pouco, e exercício só conseguirei fazer se acordar as 4 da manha.
Ultimamente acordo as 5 e só chego em casa as 20/21... não tenho tempo.
Mas, sinceramente...
Que se dane... vou fazer o que tiver vontade.
Galerinha, estou rumo ao manequim 38... sai do 40 e to no 42 pro 44... esses quilinhos vão pro espaço.
Tô afim de me animar e causar!
Minha meta!
Beijoks

sábado, 26 de junho de 2010

E durante esse tempo...




Durante o transcorrer da história de Alice. outras histórias/fatos ocorreram na minha vida.

Fui ofendida pela minha mãe e que fez com que me afastasse dela mesmo morando na mesma casa.
Corri atrás de emprego.
Participei de projetos sociais.
Vi pessoas começarem relacionamentos.
Vi pessoas terminarem relacionamentos...
Vi muitas pessoas se dando bem na vida e eu ficando para trás.
Engordei 10 quilos... emagreci 15 quilos...
Chorei sozinha no quarto.
Me entusiasmei com fatos bobos.
Comecei a acreditar em pequenas coisas que no final eram bem menores do que pensava e não deram em nada.
Estreitei os laços de amizade com um irmão, mas logo brigamos.
Continuei meu tratamento espiritual.
Descobri sensações inexplicáveis relacionadas a minha mediunidade.
Por milagre vi, ouvi e senti meu anjo da guarda... chorei 5 horas seguidas... pois descobri que não estava sozinha.
Fui magoada pelo meu pai.
Passei dias comendo quase nada... perdi o apetite.
Abaixei a cabeça pra muita coisa, tentando ser menos orgulhosa e compreendendo que a vida não é exatamente como quero.
Pessoas se interessaram por mim, me presentearam, me mimaram, mas eu nem consegui ficar.
Me interessei por alguém mentiroso e fui ameaçada de morte sem nem ter visto a pessoa.
Fui julgada, criticada e nem pude me defender.
Chorei por me sentir inútil.
Senti pena de mim mesma.
Fui dormi chorando algumas vezes e acordei com os olhos inchados.
Reencontrei uma amiga de infância após 18 anos, e que me arrumou emprego (quem menos esperamos, são aqueles que nos ajudam).
Retomei contato com um ex namorado que esta em processo de separação, dei atenção, deixei desabafar... fiquei pasma com todo seu casamento.
Depois de 8 anos nos reencontramos, parecia coisa do destino... passamos um domingo juntos. Não ficamos. Eu achei que era melhor, os dois entenderem esse ‘reencontro’ e não usa-lo como algo para curar as feridas presentes.
No final, senti que poderia acontecer algo, mas ele não queria/quer nada além de sexo porque não sabe se pode se apaixonar por alguém. E como não é o que eu busco e nos respeitamos. As coisas ficaram do mesmo jeito. Cada um no seu canto. Melhor continuar no respeito e na admiração do que um usar o outro pra suprir carência.
Creio que ele ainda ama a ex-mulher, se ela não pedisse a separação... estariam casados até hoje e empurrando um casamento que nunca aconteceu fora do papel.
Na boa, não estou mais afim de zuar, ta na hora de criar raízes, de ter vínculos... estou nos 30, deixa a adolescência lá atrás.
Amo minha idade, me sinto mais mulher, mais bonita. Preciso de pessoas que acrescentem...
Consegui emprego.
Comecei a engordar novamente, aliás, não parei com os remédios. Mas, na próxima semana deixo o pão de lado e seco alguns quilos.
Tenho acordado antes do galo cantar.
Tenho vivido como gente grande.
Tenho vontade de mandar tudo pro espaço (vou postar detalhadamente logo mais), porém me controlo.
Ando cansada.
Vivo no automático.
Tenho sido provada a cada dia.
Ser espírita não é fácil, amar o próximo tem sido uma das tarefas mais difíceis.
Convivo com pessoas orgulhosas, interesseiras, arrogantes... e tenho me controlado para não responder a altura, pra não surtar, pra não chorar em publico e pra entender que essas pessoas foram colocadas na minha vida para que eu aprenda com elas.
Surgiu uma pessoa... com ideais parecidos, mas que só quer aquilo..rs ó pai.
Desisti do príncipe, comecei a focar no cavalo.
Não tenho mais vontade de baladas, bebidas e gente drogada, fútil e ‘descolada’.
Eu queria ser a Lady Gaga... rica, famosa e louca!
No fundo, no fundo... sou mesmo uma Bridget Jones... 30 anos e totalmente atrapalhada... só tentando ser feliz. Chorando pela solidão, rindo com tropeços, procurando um amor pra chamar de meu. Me estrepando sempre, mas aprendendo... tentando e vendo onde tudo isso vai dar...

Beijos
Brid/Vitória (pq a vida é uma conquista!)
=)

sábado, 19 de junho de 2010

Decifrando amizade - Final?




Venho a meses descrevendo a história da minha amizade com Alice.
Como coloquei no post anterior, com o que aconteceu aprendi muita coisa.
Acredito que o que mais me doeu foi o fato dela ter me abandonado quando fiquei desempregada, justo na hora que as coisas na minha casa começavam a ficar ruim, ela se afastou.
Tudo bem que ela arrumou namorado, não tenho ciúme disso, embora o boato que rola é que tanto Paula como eu, temos ciúmes do namoro de Alice, mas não temos.
Acredito que Paula pensa da mesma forma que eu. Que quando a dona Alice não tinha ninguém, namorado e amigos, Paula e eu servíamos, porém depois que ela arrumou namorado, fomos colocadas de escanteio.
Sinceramente meus sentimentos se contradizem, tem horas que penso que uma hora ela vai se estrepar, mas penso também que ela pode e merece (afinal, Deus permite que o mereça) ser feliz.
Eu enxergava Alice como uma pessoa que só tentava fazer o bem, que era boazinha, que eu que era a chata. Só que depois que ela falou mal da Paula pra mim dentro do carro, eu levei um choque. E imaginei mesmo ela falando de mim pra Paula e porque não para outras pessoas?
Descobri em Alice uma pessoa que manipula e usa as pessoas enquanto lhe convém, depois descarta.
Alice se aproxima das pessoas por interesse, foi assim com Gustavo... que é dono de uma rede de comércio e por mês tira 500 mil reais. Todos da família tem carro, a casa é enorme. E quando saíamos, Gustavo abria a carteira com muitas notas de dinheiro em espécie sem dó.
Alice se aproximou dos patrões do irmão, porque eles têm muita grana. De quebra, arrumou trabalho e se julga íntima de todos. Aliás, ela sempre foi assim, eu que nunca havia percebido.
Não tem sido fácil fazer o curso com ela, mas não vou desistir não. Porém, não posso negar que a presença dela me incomoda e não me deixa nada a vontade. Não sei se é porque ela fala muito, se porque ela é sempre a engraçadinha querendo chamar atenção, ou se pelo fato de ver ela toda doce com as pessoas, interpretando a personagem boazinha... enfim, ela que deveria se incomodar comigo né... afinal, ela fez a cagada.
Ela não se sente mal porque as únicas pessoas que sabem disso são Tereza e Marisa. Eu só contei para elas. Não saí espalhando.
Mas, é isso aí. Eu tento tirar proveito de toda essa história. Tentar enxergar as coisas de uma outra forma. Confesso que tem hora que num dá.
Minha vida foi ao fundo do poço. Pela terceira vez.
Notei que minha vida é uma gangorra, hora em cima, hora embaixo.
Vou pensando que o fundo do poço tem mola e que se passo por tantas ‘provações’ é porque tenho que aprender, no final... lá no final tudo vai dar certo.
Aliás, falando em final... eu não sei se este é o final de tudo, se o mundo dará voltas, se postarei outras histórias de Alice... Se vou me ferrar mais algumas vezes com as amizades...
*Suspiros*
Na boa... as amizades hoje em dia são baseadas no interesse, na troca... ‘de grátis’ é bem difícil, pra não dizer raro ou impossível.
Se você que lê o post discorda e tem uma amizade real, fico muito feliz.
Analise o comportamento das pessoas que se dizem suas amigas, pra saber se são mesmo.
Não que Alice tinha que ser perfeita, de modo algum, o legal da amizade é o contraste dos relacionamentos. Mas, também não precisava ser da forma que foi.
E no final... a dúvida continua, pois eu continuo tentando descobrir e ‘DECIFRANDO AMIZADE’, era amizade mesmo?
Afinal, o que é amizade?

terça-feira, 11 de maio de 2010

Decifrando amizade - Parte XXI - Reveillon cara de pau?




Estou feliz: Ano Novo. Vida nova! Cara, que 2010 seja ‘O ANO’ pra mim! Que tudo aconteça de melhor e de acordo com o meu merecimento.
Esses são meus pensamentos quando o celular avisa: ‘nova mensagem’. Vou ver, e para a minha surpresa era mensagem da Paula, desejando um feliz 2010 e informando que estava na casa da amiga Rosa e que a dona Alice aparece com a maior cara de pau para desejar o blá blá blá de ano novo e ficar por lá.
Ah, eu não agüentei e fui tirar sarro da Paula. Liguei e ficamos conversando, eu rindo da cara dela por ter que aturar Alice até no reveillon. Afinal, estávamos de boca aberta com a situação.
Achei estranho ela, Alice, não estar no cruzeiro que ela tanto falou que iria ao final do ano. E os risos e as gargalhadas quando em 2009 ela perdeu duas pessoas importantes em sua vida.
Mas, cada um reage de uma forma e quero um dia, pensar parecido, seguir a vida sem pensar em quem partiu, no luto da minha mãe ou em qualquer coisa. Pensar em mim, em viajar com amigos, em encher a cara de bebida e rir feito doida. Só que infelizmente ou felizmente, sei lá, eu ainda penso nos sentimentos dos outros e me envolvo.

Hoje não acho tanta graça, mas no dia eu dei risada da Paula e do acontecido. Até ela riu.
De todos os planos e ações mirabolantes da Alice.
Se ela largou a amizade da Paula e não fez questão da minha, por quê ela foi justamente pra casa da amiga da Paula? Pra pirraçar? Pra ver a reação da Paula? Ou por que realmente não tinha amigos naquele momento?
Não sei, e hoje nem quero pensar.

Que foi cara de pau, foi... rs
Eu não teria coragem de ir passar o reveilon na casa da amiga de uma pessoa que não tenho mais amizade. Pensaria no clima que ficaria e em todo o contexto, mas nem todo mundo pensa como eu, tentando evitar situações chatas...
Tenho que aprender a ser egoista em pensar em mim... É... talvez!

Enfim...

Mágoas passadas, coração curado...
A vida segue seu rumo.
Agora leve e tranqüila... não achando mais que a culpa foi minha, tirei um peso das costas. Analisei mil vezes a situação como um todo e todos os envolvidos, cheguei a conclusão de que às vezes as coisas acontecem para o nosso bem, para nosso aprendizado e, sendo assim, para nossa evolução.
Com esse caso aprendi tanta coisa que eu não tinha parado pra pensar, às vezes demoramos para enxergar os benefícios com o fim de um relacionamento, seja ele pessoal, profissional ou até mesmo espiritual. Mas isso fica para o ultimo post sobre amizade. Porque até eu já estou de saco cheio disso aqui hahahaha, preciso postar outras coisas né gente.

Beijos da Vitória, mais uma dentre tantas Bridget Jones perdidas no mundo, atrapalhada, mas sempre buscando um amor, uma amizade e passando por vários perrengues pra tentar ‘se dar bem’ em alguma situação, mesmo dando tudo errado e rindo depois...
Porque depois que passa... observamos que foi um pingo d’água e não a tempestade que nos mesmos, talvez(sim ou não), criamos.

=)

sábado, 8 de maio de 2010

Decifrando amizade - Parte XX - Amigo secreto/oculto



Com o coração e a alma mais leve segui a minha vida. Minha vida cheia de altos e baixos.
Comecei a repensar algumas coisas e como vi que nada fluía, que não estava adiantando tentar a cada dia ser uma boa pessoa, estudar e tentar me equilibrar porque as coisas não aconteciam... que pensei em desistir do curso.

Falei com Tereza que não gostou nada da idéia, e quando falei para a professora que ia me afastar, que se desse, voltaria em 2010.

Na hora a professora falou pra eu não dizer bobagem e pegar um papelzinho com o nome do amigo secreto. Eu era a quarta pessoa, de 60 alunos, fui a quarta a tirar o papelzinho.
Preciso dizer pra vocês quem eu tirei?
Claro que não, né. Mas, como sou teimosa vou dizer: Tirei Alice!!!

Na hora, olhei para o teto como olhando para o céu e falei em pensamento: Meu Deus, o que o Senhor quer comigo? Por que no meio de 60 alunos, peguei justamente ela??? O que o Senhor quer me ensinar?
Suspirei fundo resignada e falei: Ta bom, tem algo que não aprendi e que tenho que aprender né?

Ai meu, um monte de coisa passou pela minha cabeça, não acredito em acasos, e não era por acaso que eu tinha que passar por essa.

Após alguns dias, liguei pra Paula e acabei contando o que aconteceu. Ela riu e disse que teria trocado, mas eu fui tão resignada que aceitei.

Eu já estava com o discurso na ponta de língua. Tereza perguntou o que eu iria falar, eu respondi “me aguarde!”. Ela falou “Minha irmã não faça nada que possa se arrepender depois”.

Enfim, o dia chegou, não adiantava fugir. Quando fui ao centro da sala e comecei a falar, Alice abaixou a cabeça. Segundo Tereza, quando eu comecei a falar, ela (Alice) arregalou os olhos, olhou pra Tereza, como que desacreditando.
Eu pensei em falar coisas desconexas, mas na hora, acredito que meu mentor me iluminou e não disse nada ao contrário do que eu sentia. Disse, que era uma pessoa que está na minha vida há anos e que eu agradecia muito por tudo o que fez por mim.
Ah, gente, sinceramente nem quis dar uma de boazinha nem nada, mas falei de coração agradecendo a época que ela me ajudou. Ninguém precisava saber do que aconteceu.
Todos aplaudiram, ela me abraçou chorou, e a professora e a assistente ficaram emocionadas, pois sabiam do nosso afastamento.
Após as entregas de presentes, comprei flores e uma blusa, fui até ela dizer que se não servisse, poderia me dar que eu trocava.
A abracei e falei: “Nada é por acaso!”
Como ela chorou e pedia desculpa pelo que fez, que eu não a abandonasse.
Tiramos fotos juntas.
A assistente da professora falou que estava muito orgulhosa de mim, que foi muito bonito o que eu fiz.

Fiquei feliz por não ter agido de outra forma, e agradeci a Deus pela oportunidade de aprender a ser humilde e aceitar as pessoas, como elas são.

Naquele dia, a mágoa secou e a vida seguiu.

A história a seguir é de Mariana, mas vou colocar como a história de Vitória..rs


beijos

Brid/Vitória


Deixe a raiva secar

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Julia sua amiguinha, veio bem cedo convida-la para brincar.

Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manha. Julia, então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.

Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme pôr aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.

Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: Esta vendo, mamãe, o que a Julia fez comigo?

Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Julia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:

- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa?

Ao chegar a sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.

Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois e, minha filha! Com a raiva e a mesma coisa.

Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão.

Logo depois alguém tocou a campainha. Era Julia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atras da gente?

Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Ai ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.

Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim.

Não foi minha culpa.

Não tem problema, disse Mariana, minha raiva ja secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar historia do vestido novo que havia sujado de barro.


Discussões no dia-a-dia, nos relacionamentos e no trabalho podem levar as pessoas a ter sentimentos de raiva. Segure seus ímpetos, deixe o barro secar para somente depois limpa-lo. Assim você não corre o risco de cometer injustiças.