Pegue um cafezinho e fique à vontade

"Você acaba de entrar no meu blog, então, pegue uma xícara de café e fique à vontade pra rir das minhas loucuras e até dar palpite sobre elas. Afinal, não sou a dona da razão completa, apenas dona da minha razão absoluta. E tudo o que vier, será pra me ajudar"
"Há dois anos quando comecei o blog, a intenção era de criar um blog de emagrecimento. Com o tempo, descobri que melhor que emagrecer é poder desabafar. Então, continuando como diário e funcionando como psicanalista. A melhor maneira de viver bem é compartilhar seus medos, seus anseios, sua vida. Prefiro postar para desconhecidos e amigos, do que para conhecidos que se dizem amigos e que agem como inimigos";

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Decifrando amizade – Parte XII – A viagem




Dia da viagem, tudo organizado.
Antes de viajar, fomos à missa de sétimo dia de falecimento da avó dela.
Após a missa, entramos no carro e passamos na casa dela para pegar o que faltava, foi então, que eu pedi uma blusa emprestada, pois estava com frio.
Saímos rumo ao sitio, antes disso, passamos no supermercado para comprar algumas coisas que estavam em falta lá.
Sei que, fomos ao supermercado por volta das 22hs, e a meia noite chegamos no tal sítio.
Eu já estava espirrando e a garganta arranhava, sentia que ficaria doente.
E estava com fome, pois tinha comido às 15hs e já eram 0hs e nada no estomago.
Chegamos, fui apresentada aos donos da casa e em seguida fomos dormir.
Acomodaram-me num sofá cama perto de uma janela, Alice estava em outro ao lado.
Como era fevereiro e o calor era de ‘matar’, não levei cobertor, levei apenas dois lençóis. Só que a madrugada avançou e eu acordei tremendo de frio. Então, como eu não tinha cobertor, abri minha mala de viagem e peguei minha toalha de banho para me cobrir.
Na manhã seguinte, acordei com o barulho da criançada e uma forte dor de cabeça. Tentei conversar, mas estava com a garganta tapada. Minha dor de cabeça era falta de alimento e a de garganta e febre eram da gripe...
Tomei café da manhã um pouco sem jeito, pois havia pessoas que eu não conhecia. Além do que, eu não tinha o mínimo de intimidade.
Depois do café, nem tentei me intrometer nos assuntos de cozinha, pois tinham muitas mulheres (mães) e elas saberiam o que fazer.
Eu continuava a me sentir mal. Foi quando descobri que o sofá cama que eu tinha dormido estava embaixo de uma janela e que a janela tinha ficado aberta a noite toda.
Que maravilha!!! A friagem da madrugada todinha em cima de mim. O que contribuiu para a gripe avançar.
Fiquei conversando um pouco com Alice. Aí ela saiu, foi conversar com as outras pessoas. Eu fiquei quieta sentada na varanda.
O tempo não estava bom, estava nublado...
Depois de uma hora mais ou menos o sol apareceu e Alice me convidou para entrar na piscina. Ok. Mesmo gripada, resolvi entrar, pois sentia que a febre tinha cessado.
Fiquei um pouco na piscina, não muito porque não sei nadar e ficar na beirinha é o Ó.
Eu fiquei quieta ainda na piscina, apenas vendo a bagunça da galera. Não iria me arriscar a brincar como eles...
Depois de um tempo, resolvi sair.
Peguei um livro que estava lendo e fui para o fundo da casa onde havia redes. E lá fiquei. Depois de um tempo, a cunhada de Alice (um doce de pessoa), veio me perguntar porque estava quieta, então, eu disse que estava lendo e que estava um pouco gripada. Ela, docilmente falou que o almoço estava pronto, e se eu queria que ela me levasse. Eu agradeci, dizendo que sim.
Foi, então, que alguém sentou ao meu lado e eu comi alguma coisa.
A tarde caiu e o pessoal conversando e tal... foi quando eu resolvi sentar na beira da piscina com uma mocinha quieta que estava lá, e foi ai que tive companhia para conversar.
A noite chegou e nem lembro o que foi servido no jantar... as crianças foram assistir filme na TV, e os adultos jogar UNO.
Eu estava muito cansada fisicamente por causa da gripe, uma moleza. Aí perguntaram para Alice o que eu tinha, ela disse que eu estava gripada.
Enquanto a turma jogava e bebia, eu ficava sentada só observando.
O dono da casa foi dormir, pois não estava muito bem do estomago e a esposa o acompanhou.
O quarto deles ficava bem perto onde a turma jogava e Alice tem uma voz muito alta. Ela berrava com seus comentários desnecessários.
E xingava (o filho do patrão do irmão dela) de anta, de besta, de retardado.
Eu só olhava, desacreditando.
Na minha cabeça, isso é ser muito sem noção. Não é porque ela já havia viajado com eles uma vez que, ‘teria’ tanta ‘liberdade’ pra xingar o menino assim, mesmo que na brincadeira.
Aliás, as brincadeiras dela sempre foram assim.

Fui tomar banho e sentei na varando, observando-os.
Meu Deus como essa mulher fala alto, ainda na casa dos outros, berrava!!
Até que, a mulher do dono da casa fechou a janela do quarto, e mesmo assim, a gralha não parou.

Até aquele momento, eu tinha certeza absoluta de que me acharam a pessoa mais chata do mundo, mas eu não estava nem aí. Aliás, eu nem sabia o que eu tinha ido fazer ali.
Das poucas vezes que falei com Alice no fim de semana, comentei que não entendia o motivo de ter ficado doente. Ela respondeu: “Quem manda ajudar amiga a lavar quintal o dia todo?”.
Foi aí que a anta aqui se tocou, que o motivo da doença, foi agir com bondade.


Continua...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Decifrando Amizade – Parte XI – A porta voz.



Alice tinha me convidado para uma viagem de carnaval, que segundo ela, a minha presença seria muito importante, porque da ultima vez que ela tinha ido a este local, só tinha mulher casada com filho, então, os papos ficavam nas fraldas e mamadeiras.
Sinceramente, eu não estava muito a fim de ir, pois nem conhecia os donos da casa, apenas conhecia Alice e seu irmão. Comentando com uma das meninas da Seara sobre a viagem e que eu não estava muito empolgada pra ir, ouvi a seguinte frase
“Vai sim, Vi, ela perdeu a avó. Assim, você faz companhia para ela”.
Depois de ter ouvido isso, repensei e resolvi ser amiga e fazer companhia.

Na quinta-feira saímos, Alice, a mãe dela e eu. Fomos comprar biquínis para a viagem. Lógico que a mãe dela não iria viajar, mas como iríamos ao centro de SP, e ela aproveitaria para comprar algumas coisas também. Comprei biquínis, saídas de praia na Liquido, lindos... o que mais amo, é o branco de bolinhas pretas e vermelhas. Comprei também pijama, na verdade era um caleçon (é assim que escreve?) com regata. Eu estava com um corpo legal, tanto que um dos biquínis era de lacinho!!!! Coisa que nunca imaginei usar. Cheguei em casa, experimentei tudo... perfeito.

Na sexta-feira, alguns dias após a morte da avó, Alice me chamou para ajuda-la a lavar o quintal com a wap. Como não tinha nada para fazer e tanto ela quanto eu, estávamos desempregadas, resolvi ajuda-la.

Cheguei na casa de Alice por volta das 11h da manhã e lavamos o quintal enoooorme o dia todo, tanto que, terminamos às 17h. O dia tinha sol, mas não forte, estava um tempo agradável.
Enfim, ajudei-a nessa tarefa, que concordo em dizer que uma pessoa sozinha não daria conta. Alice foi fazer almoço, enquanto eu tentava tirar o lodo da escada.

Terminamos tudo, ela me serviu o almoço, ficando indignada com a quantidade de comida que eu coloquei no prato. Não era pouco, mas o suficiente para matar a fome. Não sou de encher o prato.
Acompanhando o almoço, um copo cheio de coca-cola. Confesso que até tomo e tal, gosto, mas para tomar vez por outra. E Alice não, é todo dia... é a água dela.

Nesse momento chegou a mãe dela que ficou brava porque cortamos muitas das plantas do quintal, mas que realmente precisavam ser podadas.
Após alguns instantes chegou a mãe do ‘irmão’ de consideração de Alice, aquele que fiquei no parque de diversões e mesmo antes de ficar com ele, eu já desconfiava da sua bissexualidade. (caso a parte)

Sentadas na sala, terminamos de almoçar, Alice serviu manjar e pudim de leite condensado... (fica difícil emagrecer assim , né?) Mas, tudo bem, aceitei... claro que com dor na consciência, pois dois dias depois eu colocaria um biquíni..rs
Bom, de repente a minha ‘ex quase sogra’, olha para a minha cara e diz:
“Nossa, menina, fiquei sabendo que você foi demitida por telefone, que sacanagem, né?!”.
O que eu iria responder além de SIM ?

Nossa, nesse momento fiquei passada, achei um absurdo uma pessoa que eu mal conhecia vir me questionar sobre o fato do meu desemprego e da forma como tudo aconteceu.
Foi algo que quando aconteceu, a primeira pessoa que liguei chorando para contar, foi pra Alice, mas não sabia que ela iria divulgar. Tanto que no dia do velório da avó dela, as pessoas da Seara que me deram carona, perguntaram como eu estava e sobre o desemprego. Quer dizer, a MANCHETE foi colocada no maior jornal de circulação.

Poxa gente, não é que eu tenha vergonha de ter ficado desempregada, mas se fosse para alguém contar, que esse alguém fosse eu, correto? Será que eu precisava de porta voz?
Sei que, saí da casa dela chateada por praticamente uma estranha vir me questionar sobre minha vida. Eu nem tinha contato com a mulher.
Quem era ela para questionar? Desde quando lhe dei intimidade?
Sei lá, tem gente que não tem noção.
A forma com que ela falou, foi num tom de surpresa como se fosse uma fofoca...
E eu não vou mentir, não gostei.

Mas, como sempre abaixei a cabeça e fiquei quieta. A partir daí, o véu começou a cair. E eu a enxergar a minha amiga.
Ta bom gente, podem me xingar de tapada, anta, lerda... mas, eu não vejo maldade nas pessoas, sempre vejo como escorregões, mas a minha vida pessoal, aí já foi demais.

Não sei se ela fez isso por maldade, acredito que não, mas poxa, será que fui injusta em ficar magoada?

Depois de descobrir a porta voz amiga que tinha... vir a descobrir outras coisas sobre amizade que aconteceram na viagem...


Continua...

Brid. – Vitória.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Decifrando amizade – Parte X – Tristes acontecimentos



Após o desentendimento com Gustavo, ficamos meio que sem nos falar.
Já estávamos no mês de fevereiro quando numa noite chuvosa de sábado. Liguei pra Alice perguntando o que faríamos aquela noite. Ela não tinha nada em mente.
Pegou o carro, passou em casa e fomos sem destino... Chegamos num shopping, jantamos e resolvemos ir ao cinema. O filme foi ótimo, eu ri demais, acho que precisava sabe...rs ou estava com o riso frouxo naquela noite.
Depois do filme... lá pela meia noite, resolvemos ir pro boteco. Chegando lá, comecei a sentir dor de cabeça, mal sabia que era a minha mediunidade sendo desenvolvida e captando as energias do lugar. Mas, enfim, continuei no lugar, eu estava com uma cólica forte, mas não queria saber de ficar em casa.
Ligamos para Gu, que estava numa baladinha e logo apareceu por lá.
Ficamos juntos, nos abraços e beijos, tava muito bom.
A noite esta um pouco fria, apesar de estar no mês de fevereiro, a chuva caia lá fora e os três batendo papo. Eu tentando esquecer a cólica.
As quatro da manhã, já estava fechando o bar, quando saímos. Nessa noite devido a dor de cabeça e cólica eu não bebi nada além de H2O. Estava sã.
Na hora de ir embora, Gu me abraçava, beijava e me puxou pro carro dele do outro lado da rua.
Tinha carros de policiais pra pegar por causa da lei seca, então, resolvemos dar um tempo.
E esse tempo dentro do carro, não prestou. Ele queria, muito que a gente transasse, mas eu falei que naquela noite não poderia acontecer. Ele ficou emburrado e mesmo assim me agarrando, tentava abrir o zíper da calça, mas caraça eu tava com ‘visitas’. Eu segurei tão forte pra não deixar ele abrir minha calça e olhei muito sério para ele dizendo que não.
Ele simplesmente fechou a cara de disse que sempre eu arrumava a mesma desculpa, enfim acabou clima pra qualquer coisa, a cólica que tinha ido embora voltou.
Eu simplesmente falei assim: Ah é?! Então ta.
Saí do carro, bati a porta, atravessei a rua na chuva sem olhar pra trás, entrei no carro com Alice e viemos embora.
Como de praxe, ele mandou torpedo pras duas, dizendo que já tinha chegado em casa.
Quando cheguei em casa, percebi que estava com apenas um brinco. Fiquei triste, pois o brinco era lindo. Mas, como ele estava com raiva de mim e eu dele, resolvi nem mandar torpedo nem ligar falando nada.

Às 8 horas da manhã recebo um torpedo de Alice, informando que infelizmente a avó dela, que estava internada, tinha falecido as 5hs da manhã.
Nem preciso dizer que me senti extremamente culpada por tê-la chamado pra sair, né?
Mas, essas coisas infelizmente a gente não tem como prever.
À tarde de domingo, fui ao velório dar um abraço na minha amiga, que nem tinha dormido nem nada. Estava acabada.

Eu tenho boas recordações da avó dela, sempre bondosa. Quando a conheci, já estava acamada, mas sempre conversava e falava para me oferecerem um café e tal. Um anjo de pessoa com lindos olhos azuis. Muitas vezes que fui a casa dela, era quando tinha ajudado Alice a fazer a compra de mês e carregava sacolas, escada abaixo e acima. Mas, sempre fiz com boa vontade, coisa que não espero reconhecimento de Alice, pois nunca o terei. O importante é que Deus sabe dos meus sentimentos.

O mais difícil pra mim, foi abraçar a mãe de Alice, uma pessoa impar por quem tenho um carinho muito fraternal, chamava-a de mamãe também. Vê-la desolada cortou profundamente o meu coração.

Era uma coisa meio que esperada, pois ela já estava doente, mas é algo que ninguém quer. E mesmo sendo espírita, sei que Alice sofreu muito, pois a presença física da avó será eterna ausência na vida terrena.

Enviei torpedo ao Gu, informando o acontecido e comentando do brinco, pra ele ver senão tinha ficado no carro, porque justo naquela noite, ele tinha pegado o carro do pai dele, pois estava na frente do dele. Então, pra não ter briga, já avisei para que ele procurasse, não deixando pistas. Ele apenas respondeu que iria procurar, e depois mandou torpedo dizendo que não tinha achado.
Deixamos pra lá.

E isso tudo aconteceu na semana que fiquei desempregada.
Com a morte da avó de Alice e o esfriamento com Gu, meu desemprego e nenhum contato com Luciano as coisas mudaram de vez.
E minha vida também...
=[
Brid – Vitória.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pausa para o desabafo sutil



Oi querido diário.



Hoje em especial, preciso mudar de assunto e deixar o 'decifrando amizade' para depois.

Eu preciso desabafar, senão eu enlouqueço.

Tem tanta coisa acontecendo por meus atos falhos que acabam comigo a cada dia.

Eu tenho tanta coisa pra postar aqui e nem posso falar que é falta de tempo, mas sim, falta de vontade.

Sei que muitas pessoas vão me criticar, e nem quero apoio, na verdade eu quero é desabafar. Se eu nao conversar com alguém e soltar tudo o que anda preso, vou surtar.

São coisas simples, mas que quando não se tem muita idéia do que fazer a cabeça pira.

Sinceramente, eu não queria e nem quero deixar de postar, porque para mim, isto é uma lavada na alma, mas resolvi abrir mão do diário.


Fatos:

Crise de choro;

Falta do que fazer;

Ausência de amigos;

Minha casa é uma tristeza, infelizmente é um local triste, onde não me sinto bem, é até pecado dizer isso, mas é a verdade. Deus sabe disso.

Minha família é muito materialista e muito individualista, então, pelo fato de terem apostado tanto em mim e eu não ter dado certo. Simplesmente, me tornei apenas mais uma.

Sinto falta de afeto entre familiares.

Sinto um vazio que não se preenche.

Graças ao estudo da doutrina espírita, me tornei uma pessoa menos materialista. Mas, minha família não é assim, e isso... de alguma forma me machuca tremendamente.

Minha vida se resume a ficar na net e ver filmes na TV. Compro vários para poder passar o tempo.

Tomo calmante para poder dormir, pois o clima na minha casa não é muito favorável para uma noite tranquila de sono.

Para me ajudar, após ter engordado cerca de 10 quilos, creio que virei anoréxica e simplesmente fico até 9 horas sem pôr nem água na boca. Não sinto vontade de comer, embora meu estomago doa de fome.

Eu até tomava fluoxetina, mas pra mim tem efeito contrario, então, deixei de lado.

Outro dia, me surpreendi com o fato de ter tomado apenas uma xícara de café com leite com adoçante pela manha e depois ter comido lá pelas 17 hs, uma banana, com receio apenas de desmaiar. Porém, ando com nojo da comida. Tenho preguiça de comer.

O lado bom disso, foi que emagreci, e por incrivel que pareça tenho diarréia todo dia, e as vezes 2 vezes ao dia, isso sem tomar laxante e beber somente 350 ml de água.

Em 2 semanas diminui 2 numeros no manequim. Se isso é bom? É ótimo! Mas, o que vai acontecer daqui por diante...?

Sinto que estou me desprendendo de muita coisa e a comida é uma delas.

Sou médium e tenho vidência de tempo, mas nada comigo e sim com pessoas a minha volta.

Já vi espíritos, hj não os vejo mais.

Ouço os barulhos a noite, mas é normal, pq não são só os meus... tem outros no mundo e isso não me dá medo.

Tenho medo dos vivos e não dos mortos.

Sinto quando as pessoas precisam de mim, que me chamam em pensamento.

Mas, esse lado espiritual não me preocupa, pois estou amparada, estudo e frequento centro espírita. (não faço macumba, que fique bem claro) Sigo a doutrina deixada pelo mestre Jesus.

A história com Alice deu uma reviravolta.

O fato de eu emagrecer me fez e faz bem relacionando ao meu ego e não consigo parar com a obsessão de ficar magra. Embora, hj isso não é um esforço pra mim. Entendem?

Parece que tudo mudou de rumo, de direção, que perdi o rumo, o controle da vida.

Os caras que eu pegava, estão namorando... e cada mulher feia que, sei lá, pode ser que eu seja recaucada, mas me acho mais bonita. Porém, tenho plena certeza que elas fazem por eles tudo o que eu não faria, e estão felizes.

Ando com pensamento de fazer simpatia (ai se minha professora souber, me dará uma bronca) para que Luciano volte pra mim. Na verdade, eu nem gosto dele, mas só o fato dele correr atrás seria muito bom pro meu ego. Só que ao mesmo tempo morro de medo de fazer, pq sei que vai voltar contra mim, mas caramba que droga...

Não entendo como as feias são felizes e as bonitas não... acho que é pq elas não têm tantas neuras, sei lá.

Na verdade, ando de saco cheio de tudo sabe. Nem tô com TPM, mas também liguei o foda-se para tudo.

Ah, detalhe, minha mãe me disse que não se assustaria se eu aparecesse com uma mulher em casa, pq pra ela, eu não gosto de homem.

Chorei tanto.

E de raiva, dá vontade de mostrar que ela está certa. Pelo menos as mulheres se compreendem e nao se machucam tanto.

Mal como, durmo a base de remédios, tem dias que tomo banho, tem dia que não, tem dias que amo todo mundo, tem dia que não tô nem aí pra nada.

E tem dias que nem sei quem sou...


Vitória.




Sutilmente


"E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louca
Subitamente se afaste
E quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe...


E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louca
Subitamente se afaste
E quando eu
estiver boba
Sutilmente disfarce...


Mas quando eu estiver morta

Suplico que não me mate não
Dentro de ti
Dentro de ti...


Mesmo que o mundo acabe enfim
Dentro de tudo que cabe em ti".
=[





sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Decifrando amizade: Parte IX - Fim de ano


(Oi gente,
Primeiramente quero pedir desculpas pela demora em postas, mas confesso que ando muito desanimada para qualquer coisa, e postar é uma delas. Peço compreensão de todos e digo, que preciso muito do carinho que vcs tem me oferecido a cada postagem. Beijos)


No mês de dezembro saímos bastante, até que passei o reveillon na casa da tia dela. Foi ‘legal’ nada demais, mas enfim, meus pais já estão mais pra lá do que pra cá, não têm vontade de fazer mais nada. Vai ver que é porque todos os anos as festas eram em casa e lotava, até que minha mãe se irritou, afinal, a galera não nos convidava e só sabiam de vir pra minha casa. Então, ela cortou algumas coisas. Enfim, dos meus 15 anos em diante sempre passei o Natal e o Ano Novo sozinha (minha mãe agora trabalhava, meu pai acordava cedo pra trabalhar tb e meus irmãos, um ia pra casa de amigos e o outro pra casa da namorada), sempre chorava vendo os fogos de artifícios por trás da porta de vidro, sempre imaginando o que o novo ano me guardava, por mais que eu tentava pensar positivo e fizesse as tais listas do que pretendia realizar no ano que começava.... quando ele terminava, revia e descobria que nem 10 % tinha se concretizado. Não tenho boas lembranças de datas comemorativas não. E nem gosto delas. Mas, enfim, deixando esse outro lado melancólico de lado... o que quero dizer é que após o Natal e o reveillon, muitas coisas aconteceram.


Em janeiro saímos logo nos primeiros dias, ganhamos presentes do Gustavo e nesse dia, enchi a cara de tequila, tanto que saí do barzinho traçando as pernas literalmente. Acontece, que nesse dia, ou nessa noite, Gustavo queria que eu voltasse com ele. Sem condições, eu estava bêbada. Ele tirou uma casquinha bem tirada de mim no meio da rua mesmo, já que era madrugada e não tinha ninguém na rua... Foi uma delicia, me deixou extremamente excitada, mas a minha consciência ainda funcionava, embora a loucura da bebida, tinha certeza que se eu saísse com ele naquele estado, era pra cair na cama e dormir, de tão estragada que eu estava. Gustavo tentou me puxar pro carro dele, eu dizendo que não, putz, o cara é um armário... eu não conseguiria segura-lo, enormeeeee...


Ele ficou emputecido comigo, falou que se eu não voltasse com ele, que ele não falaria mais comigo. Eu... bêbada do jeito que estava, olhei pra ele e disse que ‘tudo bem’. Ele fez cara de chateado e fomos embora... Tem noção que no caminho de volta, ele quase bateu o carro, tentando me segurar. Eu estava no banco do carona e ele dirigindo pela direita... foi por um triz. Nesse dia, ele falou tão sério olhando pra mim, que pensei que nunca mais nos veríamos, mas mesmo que de um lado eu estava triste por perder um cara como ele, me dava um alívio, pois eu não namoraria um cara de 19 anos.


Tudo bem, dono do próprio negocio, trabalhando de domingo a domingo, mas cara, não rolaria por muito tempo. Ele bebe demais e eu não queria ‘zueira’ o tempo todo na minha vida. Quero emoção, mas quero pé no chão. No caminho de volta pra casa, Alice perguntou o que tinha acontecido e pq eu não voltei com ele. Eu disse que ir pro motel bêbada daquele jeito não ia rolar nada. E pra ser sincera o cara tinha tanta sede de transar comigo que dava até medo... hahahaha. Está certo que eu também tinha vontade, mas ele é um armário, eu sou pequena... tem noção. Aff... mas nem posso imaginar aquela boca de Cauã Reimond pelo meu corpo que fico doiiiiiida...rsrsrs


Nos nossos pegas, eu tinha até medo de colocar a mão em lugar que não devia (aliás devia né?), pq o garoto não ia se controlar, mas que era tudo muito tesão era. Melhor pensar que foi bom, até onde foi do que pensar como no caso do Luciano, onde pensei que era romantico e foi o fiasco na cama.


Aí, a mulherada se engana... já saí com cara que nunca me deu nada, mas me tratou como rainha, e esse que deu flores e bombons importados nem soube ser carinhoso, fora que o motel que ele me levou, prefiro nem comentar, por isso que nunca mais dei atenção pra ele. (Eu fiz o maior drama por ele não me ligar, pq queria confete, mas na boa... eu dei vários perdidos nele... vai ser ruim de cama e de papo assim com outra). Depois eu conto a real, pós motel com Luciano. Mas, voltando à amizade, ela foi muito legal em não me deixar passar o ano novo sozinha em casa novamente, eu até dormiria na casa dela, mas quando soube que um primo dela dormiria lá também, resolvi voltar pra casa mesmo. Porque esse garoto 17 anos, era e é louco pra me ‘pegar’, e olha... eu estava tão emputecida do Luciano não ter me ligado pra desejar feliz ano novo, que a festa tinha acabado mesmo antes de começar. (detalhe: eu ainda não tinha transado com ele). Mas, apostava na relação, achava que era o cara certo. Hoje penso que eu tinha era que ter feito a festa e não me chateado por um cara tão chato quanto Luciano.

E assim, começa o ano de 2009...

Brid - Vitória

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Decifrando Amizade - Parte VIII - O que tanto conversam?

Conheci Gustavo na festa à fantasia, conforme contei aqui. Tínhamos uma química bem legal e tal. Noooossa, altos pegas, que beijo deliciosamente suculento, me deixava tontinha.
Ele era uma companhia máster pra sair, pra bagunçar e pra pegar, off course.
Bom, eu já contei aqui do meu rolo com ele. Foi uma delícia, tanto que até hoje fiquei com gostinho de quero mais. Uma explosão de sensação, me sentia a mulher mais desejada do mundo.
Mas, como falamos em amizade de dona Alice, ‘simbora pro causo’ de hoje (queria eu que fosse apenas um causo argh!).

Alice e Gustavo eram amigos, na verdade, ela o conheceu no mesmo dia que eu, mas ele quis ficar comigo. Sempre que saía com Alice, o finalzinho da balada era com o Gustavo. Explico: como eu não sou muito fã dessas baladas de pular a noite toda e ele era, fazíamos da seguinte forma: Gustavo iria pra balada dele, enchia a cara, dançava até se acabar e eu iria para meus barzinhos beber, conversar, dar risada enfim, algo mais ‘calmo’.
Quando me enjoava do lugar, “Alice” ligava pro Gu e perguntava onde ele estava. Marcávamos um encontro em tal canto e por volta das 3h30 / 4h nos encontrávamos nos postos de gasolina da vida e matávamos a saudade (Gu e eu). Era a nossa saideira.
Eu sabia que ele estava apaixonado por mim, mas pensava que era coisa de menino de 19 anos... hello, tenho algumas velinhas a mais no bolo e mais experiência em paixonite.
Alice comentava que eu não dava espaço pro menino, que nós dois deveríamos sair sozinhos pra ver o que iria acontecer etc etc etc... Eu não queria me envolver muito com ele, pq eu também estava de caso com o Luciano. Só que eu queria a postura do Luciano na vitalidade e emoção que o Gustavo me proporcionava. Com o Luciano, eu era uma velha e com o Gustavo, era uma adolescente imensamente feliz.
Como não era possível juntar as duas coisas e eu estava em busca de algo mais sério, ‘optei’ por Luciano, mas dava sempre pegas no Gu... (quem recusaria um Cauã Reymond, jogue a primeira pedra!!!)
Gu sempre era mais carinhoso, mandava torpedos, me colocava lá em cima, sempre falava comigo, se preocupava comigo... enfim, tudo o que eu queria que Luciano fizesse.
Amava o jeito de Gustavo, pq embora a idade ‘interferisse’ havia muuuuito assunto, e já com o outro que tinha a idade mais próxima a minha era um papo monossilábico e sem graça. Pra ser sincera, dei de cara mesmo, pq o cara era ruim em tudo. Afff;
Mas, voltando ao Gustavo e Alice.
Achei estranho o fato de Gustavo e Alice manter tanto contato por telefone. Porra, se o cara ta ficando comigo, porque ele ligava tanto pra ela e ela pra ele?
Ela dizia que ele tinha medo de mim, que já tinha confessado que estava apaixonado por mim, mas que eu era de lua e ele não sabia como lidar. Até aí, tudo bem... ele pedia um socorro pra ela. Mas, caralho, pra sair, ele chamava ela, na desculpa que se ela fosse, eu iria. E fora que quando ele tinha problemas em casa, os tais problemas familiares... ao invés dele ligar pra mulher com quem ele ficava, não! Ele ligava pra dona Alice as 7 da manha.
Eu sei que ele não queria e nem quer nada com ela. Me poupe, sou muito mais eu. Mas, eu comecei a desconfiar que na verdade era Alice que morria de vontade de ficar com Gustavo no meu lugar. Por que sinceramente, não encontrei outra explicação.

Será que estou muito má?
Será que vejo pêlo em ovo?

Mas, cara, a menina não ficava com ninguém a mais de 02 anos (período em que começamos a sair), daí ela me vê saindo da casca, ficando bonita novamente eeeeee... ficando com vários, e outros querendo me conhecer e namorar comigo. Será que não tem algo estranho na Dinamarca?
Sei lá, sabe.

O que eu fiz...?
Pensem...
Melhor.. eu conto.
Larguei de mão, se ela quisesse pegar, poderia pegar sem problema, afinal tinham intimidades que eu, com três meses de rolo não tinha. Então... vai fundo.
O que eles tanto conversavam?
Bommmmmm... mente feminina é a pior coisa do mundo né?
Pois bem, penso que eles me amavam, falavam muito dos meus mil e um defeitos (embora eu fazia o cara subir pelas paredes e bater carro de madrugada na rua...), e ele a tinha como amiga, daquelas que se confidencia às coisas.
E na boa mesmo, eu não estava a fim de saber o que era, mas pensei que SE fosse eu, jamais agiria assim. Conversaria com o rolo da minha amiga sim, mas contaria tudo pra ela, nos mínimos detalhes. Afinal, amizade é sempre amizade.

E o que eles tanto conversavam, não sei e SE eu tiver curiosidade, eu pergunto (um dia, sarcasticamente como ela adora fazer). Porque, ele foi um daqueles casos tão bom, mas que teria fim.

Amores vão, amizade fica?

É uma duvida... alguém me responde por favor?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Decifrando amizade – Parte VII - O que e como falar



Depois de pensar em Alice falando ‘sobre’ ou ‘de’ mim, da mesma forma que falava da outra amiga, não sei o que aconteceu, mas parece que recebi um balde de água fria na ‘nossa relação- amizade’.

Parece que após isso, uma venda caiu dos meus olhos e comecei a enxergar a pessoa que convivia comigo.

Quando se tem uma amizade, temos intimidade para contar certas coisas e liberdade para outras, porém para ter uma amizade saudável é preciso respeitar e compreender o amigo. Essa é a minha visão sobre amigos. Posso estar errada, posso me equivocar, mas atualmente essa é a minha opinião a respeito.

Não sei se era por gostar de Alice ou por ser compreensiva, ou por ser passiva, ou por ser tonta, ou por ser educada, ou por realmente ser amiga que durante esse tempo, aceitei algumas coisas caladas.
Quando ‘conhecemos’ alguém, o jeito que a pessoa fala, e dependendo da entonação podemos distinguir a mensagem que a pessoa tentou passar... ou realmente passou.
Será que interpretei tão mal assim? Não sei. Só sei que, após colocar algumas coisas na balança, senti que o conceito de amizade que eu tenho é muito diferente do conceito que ela tem e pratica.

Coisas que sempre ouvi calada:
“Ai gente, cuidado com a minha amiga, ela tá tão magrinha”.
“Ela é toda delicadinha”
“Hum, é toda perua”.
“Minha amiga é toda fashion”.
“Anda minha filha, você não vai casar hoje, não sei pra que se arrumar tanto”.

“Ah, eu estou de saco cheio! To cansada! Faço, faço, faço e não recebo nada de volta. Nenhum gesto de carinho. Quer saber? Eu quero retribuição sim!”.
“Cansei de ser boazinha e só me ferrar”.

Quando, novamente dentro do carro com mais dois colegas, ouvi que ela faz, mas quer retribuição SIM. Enfatizando a frase acima...
Murchei de verdade.
Porra, eu to ferrada! Então, quer dizer que tudo o que ela fez por mim é para ser retribuído? Por que caso contrário, ela vai divulgar a todos a minha ‘ingratidão’?

Então, todos os bibelôs que ela presenteia os ‘amigos’ são com a intenção de retribuição?
Sei lá, quando eu faço qualquer coisa para alguém, ou quando presenteio é pelo simples prazer em fazer.
Acho que dar pensando em retorno é interesse. Ou estou errada?

Não sei, mas após ouvir ela falando mal da amiga pra mim, dentro do carro. Depois ver o recado todo meloso no orkut. E repensar em coisas que fiquei calada para não dar briga... não senti tanta confiança nela.
Comecei a me arrepender de contar coisas intimas, de abrir meu coração, de abrir as portas da minha casa. Por que ‘parecia’que tudo o que ela faz ou fez era esperando retribuição.
Só comecei a notar a ‘fofoca’ que ela fazia quando cheguei no centro espírita após conseguir trabalho e todos já sabiam. Ou seja, eu que fui a felizarda não tive o prazer em contar. E quando, eu fui dispensada desse mesmo emprego, a mãe do primo dela veio com a seguinte ‘observação’: “- Menina do céu, fiquei sabendo que você foi mandada embora por telefone, que sacanagem”.
Nesse momento, como diria Maísa – a cantora -... meu mundo caiu...
Porra, não é que seja segredo, mas até a mãe do primo precisa saber?

Ok, não espere que os outros pensem ou façam as coisas como você. Eu sei disso, juro que sei. Peço a Deus para não julgar, mas assim que recebi meu desligamento por telefone, a primeira pessoa que liguei foi pra Alice... sentia confiança, não imaginava que seria assunto para se comentar com outras pessoas. Sejam elas quem for, pai, mãe, irmão... era uma coisa minha e que pensei que poderia me abrir com ela. Nem o que ela contava pra mim, eu comentava com mãe ou qualquer outra pessoa. Existem fatos que não precisam ser divulgados para preservar a ‘privacidade’ da pessoa a quem nos confidenciou.
A partir, desde dia... infelizmente comecei a observar melhor a minha amiga e seus defeitos com relação a mim.
Não sou perfeita e não posso pedir que ela aja igual a mim, mas a confiança é o adubo para a convivência e o relacionamento. Caso contrário, se torna vazio.
Ter que pensar no que vai falar. Ou querer falar algo e não poder, por receio de que o seu intimo, seja espalhado é muito complicado numa amizade.
Não tenho grandes segredos, mas como todo ser humano, guardo sentimentos, sensações e histórias que contribuíram para ser quem sou hoje. Tudo o que passei, que vivi, me fez a mulher que sou. Se forem ou não espetáculos da Broadway ou brincadeira de circo, não me importo, mas fazem parte de mim.

Neste momento, sou muito severa?
Será que foi um deslize dela?
Será que mereço reavaliar?
Será que é assim com todo mundo?
Será que sou muito exigente?

Sinceramente, por mais que eu pense... NÃO SEI!
=S