Pegue um cafezinho e fique à vontade

"Você acaba de entrar no meu blog, então, pegue uma xícara de café e fique à vontade pra rir das minhas loucuras e até dar palpite sobre elas. Afinal, não sou a dona da razão completa, apenas dona da minha razão absoluta. E tudo o que vier, será pra me ajudar"
"Há dois anos quando comecei o blog, a intenção era de criar um blog de emagrecimento. Com o tempo, descobri que melhor que emagrecer é poder desabafar. Então, continuando como diário e funcionando como psicanalista. A melhor maneira de viver bem é compartilhar seus medos, seus anseios, sua vida. Prefiro postar para desconhecidos e amigos, do que para conhecidos que se dizem amigos e que agem como inimigos";

sábado, 26 de junho de 2010

E durante esse tempo...




Durante o transcorrer da história de Alice. outras histórias/fatos ocorreram na minha vida.

Fui ofendida pela minha mãe e que fez com que me afastasse dela mesmo morando na mesma casa.
Corri atrás de emprego.
Participei de projetos sociais.
Vi pessoas começarem relacionamentos.
Vi pessoas terminarem relacionamentos...
Vi muitas pessoas se dando bem na vida e eu ficando para trás.
Engordei 10 quilos... emagreci 15 quilos...
Chorei sozinha no quarto.
Me entusiasmei com fatos bobos.
Comecei a acreditar em pequenas coisas que no final eram bem menores do que pensava e não deram em nada.
Estreitei os laços de amizade com um irmão, mas logo brigamos.
Continuei meu tratamento espiritual.
Descobri sensações inexplicáveis relacionadas a minha mediunidade.
Por milagre vi, ouvi e senti meu anjo da guarda... chorei 5 horas seguidas... pois descobri que não estava sozinha.
Fui magoada pelo meu pai.
Passei dias comendo quase nada... perdi o apetite.
Abaixei a cabeça pra muita coisa, tentando ser menos orgulhosa e compreendendo que a vida não é exatamente como quero.
Pessoas se interessaram por mim, me presentearam, me mimaram, mas eu nem consegui ficar.
Me interessei por alguém mentiroso e fui ameaçada de morte sem nem ter visto a pessoa.
Fui julgada, criticada e nem pude me defender.
Chorei por me sentir inútil.
Senti pena de mim mesma.
Fui dormi chorando algumas vezes e acordei com os olhos inchados.
Reencontrei uma amiga de infância após 18 anos, e que me arrumou emprego (quem menos esperamos, são aqueles que nos ajudam).
Retomei contato com um ex namorado que esta em processo de separação, dei atenção, deixei desabafar... fiquei pasma com todo seu casamento.
Depois de 8 anos nos reencontramos, parecia coisa do destino... passamos um domingo juntos. Não ficamos. Eu achei que era melhor, os dois entenderem esse ‘reencontro’ e não usa-lo como algo para curar as feridas presentes.
No final, senti que poderia acontecer algo, mas ele não queria/quer nada além de sexo porque não sabe se pode se apaixonar por alguém. E como não é o que eu busco e nos respeitamos. As coisas ficaram do mesmo jeito. Cada um no seu canto. Melhor continuar no respeito e na admiração do que um usar o outro pra suprir carência.
Creio que ele ainda ama a ex-mulher, se ela não pedisse a separação... estariam casados até hoje e empurrando um casamento que nunca aconteceu fora do papel.
Na boa, não estou mais afim de zuar, ta na hora de criar raízes, de ter vínculos... estou nos 30, deixa a adolescência lá atrás.
Amo minha idade, me sinto mais mulher, mais bonita. Preciso de pessoas que acrescentem...
Consegui emprego.
Comecei a engordar novamente, aliás, não parei com os remédios. Mas, na próxima semana deixo o pão de lado e seco alguns quilos.
Tenho acordado antes do galo cantar.
Tenho vivido como gente grande.
Tenho vontade de mandar tudo pro espaço (vou postar detalhadamente logo mais), porém me controlo.
Ando cansada.
Vivo no automático.
Tenho sido provada a cada dia.
Ser espírita não é fácil, amar o próximo tem sido uma das tarefas mais difíceis.
Convivo com pessoas orgulhosas, interesseiras, arrogantes... e tenho me controlado para não responder a altura, pra não surtar, pra não chorar em publico e pra entender que essas pessoas foram colocadas na minha vida para que eu aprenda com elas.
Surgiu uma pessoa... com ideais parecidos, mas que só quer aquilo..rs ó pai.
Desisti do príncipe, comecei a focar no cavalo.
Não tenho mais vontade de baladas, bebidas e gente drogada, fútil e ‘descolada’.
Eu queria ser a Lady Gaga... rica, famosa e louca!
No fundo, no fundo... sou mesmo uma Bridget Jones... 30 anos e totalmente atrapalhada... só tentando ser feliz. Chorando pela solidão, rindo com tropeços, procurando um amor pra chamar de meu. Me estrepando sempre, mas aprendendo... tentando e vendo onde tudo isso vai dar...

Beijos
Brid/Vitória (pq a vida é uma conquista!)
=)

sábado, 19 de junho de 2010

Decifrando amizade - Final?




Venho a meses descrevendo a história da minha amizade com Alice.
Como coloquei no post anterior, com o que aconteceu aprendi muita coisa.
Acredito que o que mais me doeu foi o fato dela ter me abandonado quando fiquei desempregada, justo na hora que as coisas na minha casa começavam a ficar ruim, ela se afastou.
Tudo bem que ela arrumou namorado, não tenho ciúme disso, embora o boato que rola é que tanto Paula como eu, temos ciúmes do namoro de Alice, mas não temos.
Acredito que Paula pensa da mesma forma que eu. Que quando a dona Alice não tinha ninguém, namorado e amigos, Paula e eu servíamos, porém depois que ela arrumou namorado, fomos colocadas de escanteio.
Sinceramente meus sentimentos se contradizem, tem horas que penso que uma hora ela vai se estrepar, mas penso também que ela pode e merece (afinal, Deus permite que o mereça) ser feliz.
Eu enxergava Alice como uma pessoa que só tentava fazer o bem, que era boazinha, que eu que era a chata. Só que depois que ela falou mal da Paula pra mim dentro do carro, eu levei um choque. E imaginei mesmo ela falando de mim pra Paula e porque não para outras pessoas?
Descobri em Alice uma pessoa que manipula e usa as pessoas enquanto lhe convém, depois descarta.
Alice se aproxima das pessoas por interesse, foi assim com Gustavo... que é dono de uma rede de comércio e por mês tira 500 mil reais. Todos da família tem carro, a casa é enorme. E quando saíamos, Gustavo abria a carteira com muitas notas de dinheiro em espécie sem dó.
Alice se aproximou dos patrões do irmão, porque eles têm muita grana. De quebra, arrumou trabalho e se julga íntima de todos. Aliás, ela sempre foi assim, eu que nunca havia percebido.
Não tem sido fácil fazer o curso com ela, mas não vou desistir não. Porém, não posso negar que a presença dela me incomoda e não me deixa nada a vontade. Não sei se é porque ela fala muito, se porque ela é sempre a engraçadinha querendo chamar atenção, ou se pelo fato de ver ela toda doce com as pessoas, interpretando a personagem boazinha... enfim, ela que deveria se incomodar comigo né... afinal, ela fez a cagada.
Ela não se sente mal porque as únicas pessoas que sabem disso são Tereza e Marisa. Eu só contei para elas. Não saí espalhando.
Mas, é isso aí. Eu tento tirar proveito de toda essa história. Tentar enxergar as coisas de uma outra forma. Confesso que tem hora que num dá.
Minha vida foi ao fundo do poço. Pela terceira vez.
Notei que minha vida é uma gangorra, hora em cima, hora embaixo.
Vou pensando que o fundo do poço tem mola e que se passo por tantas ‘provações’ é porque tenho que aprender, no final... lá no final tudo vai dar certo.
Aliás, falando em final... eu não sei se este é o final de tudo, se o mundo dará voltas, se postarei outras histórias de Alice... Se vou me ferrar mais algumas vezes com as amizades...
*Suspiros*
Na boa... as amizades hoje em dia são baseadas no interesse, na troca... ‘de grátis’ é bem difícil, pra não dizer raro ou impossível.
Se você que lê o post discorda e tem uma amizade real, fico muito feliz.
Analise o comportamento das pessoas que se dizem suas amigas, pra saber se são mesmo.
Não que Alice tinha que ser perfeita, de modo algum, o legal da amizade é o contraste dos relacionamentos. Mas, também não precisava ser da forma que foi.
E no final... a dúvida continua, pois eu continuo tentando descobrir e ‘DECIFRANDO AMIZADE’, era amizade mesmo?
Afinal, o que é amizade?

terça-feira, 11 de maio de 2010

Decifrando amizade - Parte XXI - Reveillon cara de pau?




Estou feliz: Ano Novo. Vida nova! Cara, que 2010 seja ‘O ANO’ pra mim! Que tudo aconteça de melhor e de acordo com o meu merecimento.
Esses são meus pensamentos quando o celular avisa: ‘nova mensagem’. Vou ver, e para a minha surpresa era mensagem da Paula, desejando um feliz 2010 e informando que estava na casa da amiga Rosa e que a dona Alice aparece com a maior cara de pau para desejar o blá blá blá de ano novo e ficar por lá.
Ah, eu não agüentei e fui tirar sarro da Paula. Liguei e ficamos conversando, eu rindo da cara dela por ter que aturar Alice até no reveillon. Afinal, estávamos de boca aberta com a situação.
Achei estranho ela, Alice, não estar no cruzeiro que ela tanto falou que iria ao final do ano. E os risos e as gargalhadas quando em 2009 ela perdeu duas pessoas importantes em sua vida.
Mas, cada um reage de uma forma e quero um dia, pensar parecido, seguir a vida sem pensar em quem partiu, no luto da minha mãe ou em qualquer coisa. Pensar em mim, em viajar com amigos, em encher a cara de bebida e rir feito doida. Só que infelizmente ou felizmente, sei lá, eu ainda penso nos sentimentos dos outros e me envolvo.

Hoje não acho tanta graça, mas no dia eu dei risada da Paula e do acontecido. Até ela riu.
De todos os planos e ações mirabolantes da Alice.
Se ela largou a amizade da Paula e não fez questão da minha, por quê ela foi justamente pra casa da amiga da Paula? Pra pirraçar? Pra ver a reação da Paula? Ou por que realmente não tinha amigos naquele momento?
Não sei, e hoje nem quero pensar.

Que foi cara de pau, foi... rs
Eu não teria coragem de ir passar o reveilon na casa da amiga de uma pessoa que não tenho mais amizade. Pensaria no clima que ficaria e em todo o contexto, mas nem todo mundo pensa como eu, tentando evitar situações chatas...
Tenho que aprender a ser egoista em pensar em mim... É... talvez!

Enfim...

Mágoas passadas, coração curado...
A vida segue seu rumo.
Agora leve e tranqüila... não achando mais que a culpa foi minha, tirei um peso das costas. Analisei mil vezes a situação como um todo e todos os envolvidos, cheguei a conclusão de que às vezes as coisas acontecem para o nosso bem, para nosso aprendizado e, sendo assim, para nossa evolução.
Com esse caso aprendi tanta coisa que eu não tinha parado pra pensar, às vezes demoramos para enxergar os benefícios com o fim de um relacionamento, seja ele pessoal, profissional ou até mesmo espiritual. Mas isso fica para o ultimo post sobre amizade. Porque até eu já estou de saco cheio disso aqui hahahaha, preciso postar outras coisas né gente.

Beijos da Vitória, mais uma dentre tantas Bridget Jones perdidas no mundo, atrapalhada, mas sempre buscando um amor, uma amizade e passando por vários perrengues pra tentar ‘se dar bem’ em alguma situação, mesmo dando tudo errado e rindo depois...
Porque depois que passa... observamos que foi um pingo d’água e não a tempestade que nos mesmos, talvez(sim ou não), criamos.

=)

sábado, 8 de maio de 2010

Decifrando amizade - Parte XX - Amigo secreto/oculto



Com o coração e a alma mais leve segui a minha vida. Minha vida cheia de altos e baixos.
Comecei a repensar algumas coisas e como vi que nada fluía, que não estava adiantando tentar a cada dia ser uma boa pessoa, estudar e tentar me equilibrar porque as coisas não aconteciam... que pensei em desistir do curso.

Falei com Tereza que não gostou nada da idéia, e quando falei para a professora que ia me afastar, que se desse, voltaria em 2010.

Na hora a professora falou pra eu não dizer bobagem e pegar um papelzinho com o nome do amigo secreto. Eu era a quarta pessoa, de 60 alunos, fui a quarta a tirar o papelzinho.
Preciso dizer pra vocês quem eu tirei?
Claro que não, né. Mas, como sou teimosa vou dizer: Tirei Alice!!!

Na hora, olhei para o teto como olhando para o céu e falei em pensamento: Meu Deus, o que o Senhor quer comigo? Por que no meio de 60 alunos, peguei justamente ela??? O que o Senhor quer me ensinar?
Suspirei fundo resignada e falei: Ta bom, tem algo que não aprendi e que tenho que aprender né?

Ai meu, um monte de coisa passou pela minha cabeça, não acredito em acasos, e não era por acaso que eu tinha que passar por essa.

Após alguns dias, liguei pra Paula e acabei contando o que aconteceu. Ela riu e disse que teria trocado, mas eu fui tão resignada que aceitei.

Eu já estava com o discurso na ponta de língua. Tereza perguntou o que eu iria falar, eu respondi “me aguarde!”. Ela falou “Minha irmã não faça nada que possa se arrepender depois”.

Enfim, o dia chegou, não adiantava fugir. Quando fui ao centro da sala e comecei a falar, Alice abaixou a cabeça. Segundo Tereza, quando eu comecei a falar, ela (Alice) arregalou os olhos, olhou pra Tereza, como que desacreditando.
Eu pensei em falar coisas desconexas, mas na hora, acredito que meu mentor me iluminou e não disse nada ao contrário do que eu sentia. Disse, que era uma pessoa que está na minha vida há anos e que eu agradecia muito por tudo o que fez por mim.
Ah, gente, sinceramente nem quis dar uma de boazinha nem nada, mas falei de coração agradecendo a época que ela me ajudou. Ninguém precisava saber do que aconteceu.
Todos aplaudiram, ela me abraçou chorou, e a professora e a assistente ficaram emocionadas, pois sabiam do nosso afastamento.
Após as entregas de presentes, comprei flores e uma blusa, fui até ela dizer que se não servisse, poderia me dar que eu trocava.
A abracei e falei: “Nada é por acaso!”
Como ela chorou e pedia desculpa pelo que fez, que eu não a abandonasse.
Tiramos fotos juntas.
A assistente da professora falou que estava muito orgulhosa de mim, que foi muito bonito o que eu fiz.

Fiquei feliz por não ter agido de outra forma, e agradeci a Deus pela oportunidade de aprender a ser humilde e aceitar as pessoas, como elas são.

Naquele dia, a mágoa secou e a vida seguiu.

A história a seguir é de Mariana, mas vou colocar como a história de Vitória..rs


beijos

Brid/Vitória


Deixe a raiva secar

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Julia sua amiguinha, veio bem cedo convida-la para brincar.

Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manha. Julia, então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.

Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme pôr aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.

Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: Esta vendo, mamãe, o que a Julia fez comigo?

Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Julia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:

- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa?

Ao chegar a sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.

Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois e, minha filha! Com a raiva e a mesma coisa.

Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão.

Logo depois alguém tocou a campainha. Era Julia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atras da gente?

Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Ai ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.

Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim.

Não foi minha culpa.

Não tem problema, disse Mariana, minha raiva ja secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar historia do vestido novo que havia sujado de barro.


Discussões no dia-a-dia, nos relacionamentos e no trabalho podem levar as pessoas a ter sentimentos de raiva. Segure seus ímpetos, deixe o barro secar para somente depois limpa-lo. Assim você não corre o risco de cometer injustiças.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Decifrando amizade – Parte XIX – A descoberta





Depois de tudo o que aconteceu, resolvi ficar quieta e tentar amenizar a mágoa, seguindo minha vida.


No dia do niver dela, recebo um torpedo assim: Oie, vamos comer pizza na casa do meu irmão, end tal tal, traga a cerveja.
Eu nem respondi, que mala direta. E eu nem bebo mais. Não vou perder meu tempo com mail, torpedo ou qq coisa de mala direta.
Mandei um recado no orkut que até hj não recebi um ‘obrigada’, mas enfim.

Um dia tarde da noite na net, eis que vejo Paula On Line. Fui conversar com ela.
Conversa vai, conversa vem, contei pra ela que continuava o curso, mas que chegava mais tarde em casa. Foi quando, ela questionou se eu não ia pra casa com Alice. Eu disse que não e contei a história da expulsão do carro e outras alfinetas e casos que já abordei aqui.
Ana ficou abismada com o fato de Alice ter ido viajar uma semana após a morte da avó, deixando a mãe sozinha em casa.
Que eu fiquei doente na viajem por ter ajudado a lavar quintal.
Que a irmã de Alice se separou.

Aí, eu soube que Alice alfinetava Paula, chamando a de estranha somente pelo fato dela não conhecer algum lugar que Alice já conhecia, e ouvia: Que mundo vc vive? Vc é estranha hein.
Igualzinho comigo. E isso, na frente dos amigos.
Para Ana, a amizade de Alice com Gustavo, o cara que eu fiquei durante quatro meses era puro interesse, porque a família tinha dinheiro.
E da mesma forma que Alice foi na casa de Tereza desabafar sobre mim, ela foi na casa de Rosa, falar sobre Paula.
Até parece coisa premeditada, ou eu sou louca né?

Sei que o papo rolou madrugada adentro, tive que me despedir, senão não conseguiria acordar cedo.
Durante a semana, acabei ligando pra Paula, pra dar continuidade ao papo e pra saber da perna dela.
Estava melhor, mas ainda de molho.
E voltamos ao assunto, as peripécias de Alice.

Soube que Alice falou pra ela, que fez festa no meu niver e eu nem saí do quarto, que nem abri os presentes.
Expliquei pra Paula, que o telefone fica no meu quarto e dia de niver todo mundo liga, ou seja, estava ao telefone recebendo e agradecendo as felicitações. E sobre os presentes, realmente não dei muita atenção, não porque não os queria ou os desprezei, mas porque Alice não aceitou a minha parte do dinheiro da viagem e estava desempregada também, e fez aquilo, ainda gastou dinheiro com presente. Chateie pq me preocupei com ela, e não comigo.
Paula me disse também que ela falou que na viagem, fiquei emburrada de canto e não me misturei.


Argh que raiva!!!
Também, expliquei que adoeci DE VERDADE após tê-la ajudado com a limpeza do quintal com wap por sete horas seguidas. Na viagem, não bebi, não gritei, não pulei, não joguei e roubei, não fiz graça. Estava com a garganta tapada de tanta infecção e queimando em febre. Falei também que a única pessoa que me fez companhia no local foi uma menina de 16 anos.

Nossa, que péssimo saber que ela nem se deu conta que adoeci por ajuda-la e fui na viagem para fazer companhia, e quem ficou sozinha fui eu.

Ana contou que Alice tinha comentado que nossa amizade estava estranha, que a gente mal conversava. Também, pra levar alfinetada ou pra ser chamada de estranha pq ela conhece tudo? Melhor ficar quieta.

Uma coisa aprendi na minha vida, você pode ter toda razão do mundo, até o momento que abrir a boca. Por esse motivo, fiquei calada.

Enfim, descobri que as mesmas coisas que Alice falava pra mim, indiretas, coices, ironias, sarcasmos, fazia com Paula também.

Segundo Paula, as pessoas pensavam que ela se afastou de Alice porque ela começou a namorar e que Paula estava com ciúmes. Pra dizer o português claro: que Paula estava com inveja.
Falei pra Paula que provavelmente pensavam isso de mim também, mas que eu não tinha ciúmes, afinal de contas, eu namorava, eu ficava e ela fazia 2 anos no mínimo que não ficava com ninguém. E que ela só aceitou namorar com José, porque o Marcio (menino da voz mansa) engravidou a outra moça e tinha casado.
Paula concordo em tudo.

Sei que após essa conversa, me senti muito mais leve. Agradeci demais à Paula, pois com a conversa tirei um peso enorme das minhas costas.
Até aquele momento, eu ainda me sentia de certa forma culpada pelo afastamento da amizade.
Por eu não ter sido mais paciente com ela e suas brincadeiras idiotas, por não ter corrido atrás para resolver o mal entendido, etc etc...


Depois que Tereza me contou que Alice a visitou e chorou muito por minha causa, aíííí que me senti mal, pois poderia procura-la e deixar meu orgulho de lado. Mas, todavia, entretando... quando descobri que ela fez a mesma coisa com Paula (indo chorar na casa de Rosa), desencanei...


Eu não era tão errada assim em me afastar. E descobrir tudo me fez mais leve.
Foi como Paula comentou: Ela jamais achava que Paula e eu fôssemos um dia nos aproximar e destrinchar toda história. Tanto é que, após Paula e eu começarmos a trocar recados no orkut, recebíamos visitas da nossa Alice, que não nos deixava nenhum recado e tentava aos poucos se aproximar de Paula.


Enfim, percebi que tudo o que fazemos, por mais que escondemos uma hora será descoberto. Nenhum comentário maledicente permanece escondido ou oculto por muito tempo.


Beijos

Brid/Vitória

;)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Decifrando amizade – Parte XVIII – Deus por perto. Um sonho... Uma mensagem...




Após todos os acontecimentos, dos e-mails e tudo, a amizade virou lenda.

No domingo seguinte aos e-mails, pensei que ela iria embora na boa e só. Doce engano o meu.

Esperei todos saírem, pois aguardava a companhia de algumas amigas para ir comigo até o ponto de ônibus (lembrando que o lugar é perigoso).


Quando desço as escadas do centro, eis que ela está no portão me esperando e diz: Você vai comigo Vitória?


Eu tremia de raiva, mas friamente balancei a cabeça negativamente sem olhar pra ela.
Pensei:
“Que absurdo!”
Quando balancei a cabeça negativamente, ela disse: Você vai de ônibus, sozinha?
Eu balancei a cabeça afirmativamente e disse: Vou.

As pessoas que estavam por perto não entenderam nada.
Ela foi pro carro do namorado e eu subi a rua com Tereza e Marcela.

Tereza já sabia da história e me segurava no braço... Marcela não entendia nada.
E eu não agüentei:
“É muita cara de pau mesmo. Como pode ter coragem de perguntar com ela depois de tudo o que aconteceu? Ahhh, meu Deus, se ela soubesse o que eu penso. Prefiro ir a pé, de ônibus porque o motorista não vai me mandar descer e ir a pé!!!! Eu não agüento, eu não agüento!!!"

Tereza falava para eu me acalmar e Marcela perguntava o que tinha acontecido.
Falei:
Má, simplesmente ela me mandou descer do carro na semana passada, naquele frio, naquela garoa. Estou muito magoada com isso. Eu não fiz nada de errado para ela me tratar assim".
Marcela ficou com cara de boba não acreditando que a doce Alice que todos admiram tinha feito algo assim comigo, que era tão amiga dela.
Enfim, os vinte minutos que eu levaria de carro, tornaram-se 2 horas de ônibus no domingo.


Passado tudo isso, cumprimentávamos com um sonoro ‘oi’ e mais nada. Às vezes, quando ela saía abraçando todo mundo e eu tava por perto, ela me abraçava também e perguntava mecanicamente se estava tudo bem comigo. Eu respondia que sim.

Após dois meses, fui viajar, já que estava desempregada. E só falei para a professora, pra Tereza e pra Marcela. Eu nem falaria para as duas, mas falei, pois são grandes amigas e ficariam preocupadas com a minha ausência.
Peguei o avião e fui embora. Pensando e pedindo a Deus que esse tempo fosse para o meu bem, e para que as coisas acalmassem.
Na viagem, conheci muita gente humilde e suuuuper do bem, nunca fui tão paparicada na minha vida.

Engordei cerca de 7 a 10 kgs e peguei um lindo bronze.
Nem me incomodei com o fato de ter engordado... essa minha luta com a balança será eterna mesmo.

Em uma dessas noites longe de tudo e todos, eis que sonho com Alice. Acordei reclamando com Deus, falando: Que porcaria, até aqui eu tenho que sonhar com essa menina!!!

Deus pra mim, é um amigo, alguém com quem tenho afinidade, que não temo, respeito, amo, mas trato como um amigo querido, um pai que amo e tenho infinita amizade. Por isso, falo assim com ele. Converso bastante.
Mas, como tudo o que Ele faz é perfeito, eis o sonho... um sonho estranho, não tenho muito o que falar, pois estava ‘quebrado’, não me recordava de muita coisa, mas vocês vão entender depois.

Estávamos Alice e eu dentro de um quarto que tinha uma cama. Alice sentava nos ‘pés’ da cama... e eu na cabeceira. Não falávamos nada. Estávamos em silêncio, meio que emburradas. Com uma feição pesada, ela mais que eu. Eu olhava pra ela, mas ela não olhava pra mim. Estava sentada e quieta. De repente aparece um rapaz branco com os cabelos em tom loiro e para em frente a ela. Ela não faz nenhuma reação, parece não o ver. Ele olha com carinho pra ela e estende a não direita sobre sua cabeça e fica assim por alguns segundos. (É como receber um passe). Depois, ele abaixa o braço, olha pra ela com carinho, se vira e vai embora. (E eu sentada vendo tudo). Antes de ele ir embora, ele olhou pra mim e saiu.

Quando acordei e pensei no sonho, logo liguei a figura do loiro com o namorado dela. E fiquei reclamando por ter que sonhar com ela de tão longe.

Os dias passaram e voltei pra São Paulo, fiquei apenas um dia, e peguei um ônibus rumo ao sul do país. Peguei um bronze, depois fui esfriar a cabeça.
Nessa segunda viagem, nada me aconteceu referente a ela. Mas, numa noite de domingo ouvi algumas besteiras que me magoaram. Fui chorar embaixo do chuveiro, me arrumei e sai pela cidade sozinha.
Olhava para o céu totalmente estrelado e pedia a Deus um caminho, uma luz, uma calma pra minha alma. Respirava fundo, pensava na vida e como mesmo assim, as coisas estavam difíceis pra mim. Agradecia muito a Deus por ter Tereza e Marcela em minha vida. E pensava com carinho nelas, e inevitavelmente veio a imagem de Alice na mente. Não quis pensar nada negativo, mas perguntava pra Deus o porquê mesmo longe, ela não saía dos meus pensamentos.
Andei, andei como se fosse a última vez que estava naquele lugar, admirei cada casa, cada arvore no canteiro das ruas. Depois de algum tempo, voltei para casa que estava, peguei um livro e comecei a ler.
Depois de alguns dias, mais gorda, preta de tão bronzeada, arrumava minhas coisas pra voltar pra casa.

Quando voltei pra casa, recebi os torpedos de Tereza dizendo estar com saudades, que contava os dias pra me ver. Tereza é alguém que me emociona por tudo que é e por tudo o que faz. É uma menina linda, jeito de menina, num corpo de mulher aos doces 29 anos de vida.
Chegando em casa, resolvi ficar quieta por mais dois dias, então, resolvi ligar pra ela.

Conversamos durante horas. Matando a saudade e contando tudo o que vivi.

Tereza é uma pessoa extremamente discreta, não faz fofoca, é bem na dela mesmo. Só quando eu comentei que mesmo longe, Alice não saia da minha cabeça foi que ela disse:
“Vitória, minha irmã querida, tenho algo a lhe falar, mas peço de todo coração que você não comente que te falei uma palavra sequer”.
Eu:
“Ai, meu Deus o que foi?”
Ela:
“Minha linda, não foi por acaso que você sonhou com ela ou estava com ela em pensamento. Eu machuquei meu braço e disse que não iria a aula, pois não poderia pegar ônibus. A bichinha fez questão de vir aqui em casa me buscar. Dizendo que o carro não cansa. Eu disse que não precisava, mas ela fez questão. Então, marcamos dela me pegar às quatro horas da tarde. Quando era três e pouco, ela já estava aqui”.
Eu: hummm (escutando)
Ela: “Você conhece o jeito dela, perguntou se estava tudo bem, se eu estava com dores. Enfim, conversamos, falamos algumas besteiras, foi quando ela perguntou de você”.
Eu: "De mim?"
Ela: "É. De você. Eu disse que você estava muito bem, que estava viajando pra esfriar a cabeça. Ela disse que você merecia mesmo. E de repente, Vitória, essa menina caiu num choro, mas num choro tão intenso que eu não sabia o que fazer. Minha amiga que estava aqui ficou até sem jeito, pedi pra que ela pegasse um copo com água para que Alice se acalmasse".
Eu:
"Mas porque ela chorou?"
Ela:
"Por causa de você, minha amiga. Ela disse que te ama como uma irmã, que sabe que tem os defeitos dela, que às vezes ela pisa na bola, que pode ter te magoado, mas que a sua ausência na vida dela dói demais. Que ela não sabe o que fez, mas que sente demais a sua falta. A bichinha chorava de soluçar, Vitória. Era de cortar o coração, os olhos dela ficaram miudinhos.
Eu falei pra ela, que se ela sabe que as brincadeiras machucam, que ela pensasse um pouco. Que você também gosta muito dela, mas que você precisa de um tempo.
Amiga ela chorou copiosamente, um choro de dor mesmo. Quando ela dirigia, ela tremia. Eu vi a mão dela tremendo de tanto que isso a machucava. Então, minha amiga, pense no que você vai fazer. Ela gosta muito de você".

Eu: "E você sentiu sinceridade?"
Ela:
"Senti minha amiga. Só peço que você não fale sobre isso com ela, mas que pense no que vai fazer, ela te ama demais e sente sua falta".
Eu:
"Mas, Tereza. Se ela sente falta, porque fez tudo o que fez?"
Ela:
"Não sei. Vitória. Mas, senti que ela precisava desabafar e por isso, ela veio bem mais cedo do que tínhamos combinado. Vai ver que é por isso que você pensava nela. Vocês se gostam, só precisam resolver isso".




Dia de aula:
Todos me receberam com muito carinho, comentando o bronze e tal.. perguntando como foi a viagem, etc, etc.
Eis, que o momento fatídico aconteceria, eu cumprimentaria todo mundo e como não cumprimentar Alice? Não tinha como.
Tentei fugir, Tereza, me chamou e falou olhando no fundo dos meus olhos:
"Minha amiga, não faça isso, você não é assim, ela gosta de você. Você é tão boa, minha filha é tão generosa, não vai fazer isso com ela. Eu não acredito".
Eu olhei nos olhos de Tereza e perguntei: "
Tem certeza de que o que você me falou é verdade? Tem certeza que você sentiu sinceridade?"
Ela: "Tenho".

Então, no intervalo de uma aula pra outra, fui até Alice, que estava sentada tomando a coca-cola que tanto ama, e quieta. Parei na frente dela e disse:
Eu:
"Então, minha amiga, como você está? Tudo bem?"
Ela:
"Indo, e você tudo bem? Fiquei sabendo que viajou".
Eu: "É, viajei sim".
Ela: "Que bom. Você ficou sabendo do meu Tiago?"
Eu: "Tiago? Que Tiago? Filho da Verusca?"
Ela:
'é'
Eu: "Não, o que tem ele?"
Ela:
"Ele faleceu".
Eu:
"Como assim?"
Ela começou a chorar, sentei-me ao lado dela, segurando sua mão e ouvi:
"Ele estava andando de bicicleta, caiu, quebrou o pescoço e morreu. Minha tia está acabada, perdeu a mãe em fevereiro e agora o filho".
Eu:
"Nossa, eu não sabia, sinto muito".
Ela: "Eu tentei ligar na sua casa, mas ninguém atendeu. Sabe, está muito difícil pra mim. Minha avó morreu, meu primo morreu, meus amigos se afastaram de mim (e apertou a minha mão). Você e a Paulinha sumiram, estou sozinha, não tenho vontade de nada. Meu irmão está com problemas no casamento, minha irmã separou e minha mãe nem sabe e eu levando isso tudo sozinha. Estou cansada, sozinha. Não tenho vontade de fazer nada, só saio de casa pra trabalhar, porque não tenho vontade de nada. Só fico no meu quarto. Está sendo muito difícil, muito difícil mesmo".
Eu:
"Você não está sozinha, eu estou aqui, se você precisar conversar vai lá em casa, estou só com a minha mãe. Vai qualquer hora. Você sabe que pode contar comigo".
Ela: "Eu não tenho vontade de nada".
Eu: "Mas, vai lá em casa, me liga. Podemos conversar ta". ( a aula iria começar )
"Manda um beijo para sua tia e outro pra sua mãe, mas vai lá em casa".
Ela: "Ta bom".

Voltei pro meu lugar, mas ao começar a aula, perguntei pra Tereza se ela se incomodaria de eu sentar ao lado de Alice. Ela precisava de alguém ao lado. Tereza falou que não e achou melhor chamar Alice para sentar junto a nós, mas Alice não quis.

A aula passou.
Na hora de ir embora, nos abraçamos e desejamos uma boa semana.
Sinceramente?
Eu fiquei sem palavras, posso ter agido como uma boba e tal. Mas, a verdade é que conheço toda a família, tios, primos, conhecia a avó... então, por mais mágoa que eu tivesse, impossível ser indiferente nesse momento. Sei lá, não sei ser ruim e tão indiferente.

Voltei pra casa...
Quando cheguei em casa e fui fazer meu evangelho no lar... um lampejo!!!!!!!!!

O sonho!!!!!!! O sonho!!!!!

Fiquei mole, sentei na cama, estava boquiaberta com a situação. Precisava organizar meus pensamentos.
O sonho foi um sinal. No sonho não era o namorado dela, mas sim o primo antes de morrer ou depois que morreu, não sei, pois não liguei as datas. Mas, o primo dela, veio em sonho para mim, dizer que ela estava triste, por isso a cara fechada e a cabeça baixa... eu achando que estava emburrada. Ele veio em sonho dizer que ela estava triste, mas que a amava muito e que estava bem, por isso ele deu um passe nela.

Sem eu saber, fui usada como instrumento para dizer que ele estava bem e ser avisada que ele desencarnou.


Mas, como eu iria saber né?

Na semana seguinte, contei pra ela resumidamente, o que a emocionou muito.

Termino esse post longo, dizendo, Deus está sempre por perto e nada, nada é por acaso.


Até o próximo post.
Vitória/ Bridget

domingo, 11 de abril de 2010

Decifrando amizade – Parte XVII – O e-mail






Confesso que fiquei extremamente triste com a situação e ao mesmo tempo com raiva. Qual é a dela? Antes que não tinha amigos, eu servia, agora que está namorando praticamente três anos sem beijar na boca e muda dessa forma? Que amizade é essa que quer retribuição sim, que chama atenção na frente dos outros, que não chama pra sair só pq fiquei desempregada e agora que arruma namorado, fica assim? Vai longe de mim...

Ela que falava tanto de caras novos como ‘filhotes’ e que quando eu iria apresentar um amigo branquinho e loiro, ela falou: Credo, uma coisa amarela.

Pois bem, caiu na testa. O namorado tem 23 anos, é branco e loiro... ela 29. E aí, cadê o filhote amarelo.

Claro que ela aceitou namorar com ele... afinal, já que o cara de voz mansa engravidou e casou com outra... ela não poderia mais esperar por uma oportunidade... coisa rara pra ela.



Enfim, no dia seguinte a expulsão do carro, eis que recebo um e-mail como palavras como:

Eu sei que as coisas estão difíceis pra vc, mas confesso que fiquei muito chateada com o que aconteceu ontem. Vc se afastou de mim e não sei porque. Está agressiva comigo e não sei o que fiz. Somos amigas, sempre conversamos, nunca fiz questão de ser perfeita, mas não sou. Mando e-mail, torpedo, mas vc não responde. Só tenho recebido agressividade e indiferença. Sou sua amiga e prefiro que me agrida com a verdade do que com a indiferença. Amo como uma irmã e não estou feliz com a situação. Aceita tomar um café comigo e conversarmos?



Juro, que fiquei sem palavras... como ela é inocente e eu a má. Ela não sabe o que fez? Eu sou agressiva, sendo que sempre fiquei quieta e nunca revidei as ironias dela. Sempre fiquei quieta justamente para preservar a amizade. Ahhh não...

Sei que fiquei pensando por três dias para poder responder e ser orientada espiritualmente sabe... Pq por mais que ela tenha me magoado muitas vezes... eu não queria fazer o mesmo. Muito embora a vontade era de falar um monte, mas como a conheço. Ela iria fazer um drama e iria chorar. Em conseqüência, eu me sentiria culpada. É eu sou PATÉTICA! É FODA.



Depois de pensar, refletir resolvi responder e dentre as minhas palavras:
“Eu poderia me defender, me justificar ou qualquer outra reação, mas não tenho motivos para me justificar, por que eu não errei e também não quero julgar a sua brincadeira.
Você se sentiu mal? Já tentou imaginar como eu me senti? não sei onde tenho sido indiferente e agressiva e se você quer conversar não vejo problemas nisso”.



E enviei.



Eu sabia que não poderia dar munição pra ela. Munição não no sentido de brigar, mas sim, no sentido de que ela era a certa e eu a indiferente. Caramba, eu me afastei sim, após ouvir tanta coisa e após se praticamente excluída da sua roda de amigos. Ela queria que eu fizesse oq? Que implorasse?

Que porra, será que ela não lembrava dos problemas que tinha em casa e que agora desempregada as coisas ficariam piores para o meu lado?

Ela não pegou o telefone pra ligar e saber como estou, ela jamais veio até minha casa pra ter notícias minha.

Eu sofria, pois quando mais precisei, estava sozinha. Isso dói demais gente!

E a questão não é ser ‘trocada’ por um namorado, eu sempre a elogiei e torci pra ela arrumar alguém. A questão é que me senti usada. Agora que não precisava mais, fui descartada.



A resposta dela referente ao e-mail e sairmos para conversar foi a seguinte:



"Mandei o e-mail por causa dos últimos meses e não pelo domingo. Desculpe-me a brincadeira, isso não irá se repetir... é bom que assim você vê que não é só você que tem defeitos. A Intenção do e-mail era pra saber se existe alguma indiferença ... mas como vc nãso falou nada vou acreditar que não há nada!!!

Nos vemos no domingo!"





Minha reação:

Hã???

E aí, cadê o cafezinho? E aí, cadê conversarmos? E aí, ficou com medo de enfrentar seus erros.



Eis a minha pergunta: Ela se arrependeu? Ela pensou?



Eu, até hoje, não sei o que pensar.


Até o próximo post.
Brid/Vitória